Violência e diferenças do Futebol na Europa e no Brasil.

Eu vejo uma grande diferença do futebol brasileiro para o alemão, e essa diferença vem da forma como o jogo é apresentado para as crianças.
No Brasil as crianças precisam de uma rua com pouco movimento, duas pedras de trave e uma bola qualquer.
Aqui é proibido jogar bola em quase todos os parques infantis e a criança aprende a jogar na escola de futebol.
Desta forma fica claro que os jogadores alemães acabam sendo muito mais técnicos e os brasileiros muito mais criativos.

Mas o que realmente impressiona aqui é a torcida, nos metros e no estádio estão todos misturados sem grades e sem violência.
Pesquisando um pouco da para ver que não foi sempre assim, por exemplo:

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Em 1989, 108 pessoas morreram durante briga no estádio no jogo entre Liverpool e Nottingham.
No futebol moderno, os distúrbios atingiram seu ponto mais alto nos 70 e 80 no Reino Unido. O fenômeno se espalharia e estádios foram esvaziados. O divisor de águas foi a tragédia de Heysel, em 1985. Numa final da Copa da Europa entre Juventus e Liverpool, 39 torcedores italianos foram mortos.
O Conselho da Europa aprovou uma convenção continental com medias concretas que governos deveriam seguir para lidar com a situação. Mas longe de tratar apenas de punir os elementos violentos, o receituário foi amplo. Desde então, clubes passaram a ser em parte responsabilizados por seus torcedores, o que os forçou a fazer parte da organização de viagens.
O Reino Unido acabou sendo um dos líderes na implementação dessas leis. Os ingleses chegaram a banir seus cidadãos considerados como violentos de viajarem ao exterior a partir de 2000 para jogos, numa lei que na época foi polêmica.Na Copa de 2010, 3 mil ingleses foram impedidos de embarcar em voos para a África do Sul.
Questionado inicialmente por eventuais abusos de direitos humanos, a lei de 2000 pouco a pouco se mostrou eficiente. Prisões de torcedores caíram em 10% entre a introdução da lei e 2004, para cerca de 3,9 mil casos por ano. Mais de 2,5 mil torcedores são banidos dos estádios por ano, no mesmo momento que a média de público começou a crescer e atingiu seu maior nível em 35 anos.
Na Alemanha, país com maior média de público, treinadores e psicólogos foram contratados por clubes para orientar suas torcidas sobre comportamentos em campo que poderiam ajudar a equipe. Outra proposta é a de elevar o número de mulheres nas arquibancadas. “Não necessitamos de mais policiais. Mas só de um número maior do público feminino”, disse Harald Lange, da Universidade de Wurzburg.
“http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,nao-ha-lugar-mais-seguro-em-londres-do-que-num-estadio-,856067,0.htm”